Texto Bíblico: Leia Tiago 4.13-17

Introdução

Se por um lado, Tiago nos ensina que para o homem seu futuro é incerto, por outro, ele afirma que se há uma certeza para todos neste mundo é a brevidade da vida. Os relógios continuam o seu trabalho, segundo após segundo, enquanto novos calendários são produzidos ano após ano, mas eles não podem ensinar praticamente nada sobre o tempo da nossa existência.
Contudo, o apóstolo oferece uma imagem muito simples para nos ajudar a entender a brevidade da vida. “Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa.” A imagem é clara. Você coloca uma chaleira de água no fogo e, em seguida, aguarda o som de seu assobio para saber que ela está pronta. Então, o vapor sobe pela abertura; mas tão rapidamente como ele aparece, desaparece.

1. Somos como o Vapor e a Névoa que Passa

O vapor da chaleira, ou a névoa sobre um lago: o que é a sua vida à luz da eternidade? A título de comparação, você pode ser muito mais velho do que a pessoa que está sentada ao seu lado aqui na igreja, mas você ainda é um vapor que está aqui por um momento e que depois se desvanece.
O sábio Jó falou sobre a brevidade de sua vida:
“Os meus dias são mais velozes do que a lançadeira do tecelão e se findam sem esperança.” (Jó 7.6).
Com palavras que podem ter sido base para Tiago, ele declara:
“Lembra-te de que a minha vida é um sopro; os meus olhos não tornarão a ver o bem.” (Jó 7.7).
Ainda mais uma vez ele fala adiante,
“Os olhos dos que agora me veem não me verão mais; os teus olhos me procurarão, mas já não serei. Tal como a nuvem se desfaz e passa, aquele que desce à sepultura jamais tornará a subir. Nunca mais tornará à sua casa, nem o lugar onde habita o conhecerá jamais” (7.8-10).

Um após o outro, há milhares de anos, homens e mulheres têm vivido por tão pouco tempo, que a soma total de todos os dias não é nem um segundo em comparação com a duração infinita de eternidade.

2. A Brevidade da Vida não faz Acepção de Pessoas.

Não importa seu status, riqueza, posição ou até mesmo sua fé religiosa; a brevidade da vida é certa. Você pode saber mais da brevidade da vida do que muitos entre nós. Outros pensam que a morte é certa para os outros, mas que de alguma forma estão excluídos do seu aperto. Entretanto, a certeza é que cada um de nós tem um compromisso com a morte, e que depois dela, segue-se o juízo (Hb. 9.27).

Vamos encarar a realidade. Alguns de nós, daqui alguns dias, meses ou anos, poderão se encontrar com doenças terminais, tragédias mortais e circunstâncias chocantes na vida. O fato é: nós não sabemos o que o amanhã trará. Sua vida é como um vapor que está aqui por um momento e depois se desaparece.

Disse Jesus:

“Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida?… Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal” (Mt 6.27, 34).
Você sabe o que é um côvado? Uma medida de comprimento dos tempos de Jesus, igual a distância da junta do cotovelo a ponta do dedo médio (i.e., aproximadamente 0,5 m). Logo, não sabemos o que o futuro nos reserva. Nossa única certeza é esta: Nossa vida é como o vapor, sua brevidade é real, e somente nosso Senhor Jesus tem o controle de tudo, inclusive da nossa vida:
“Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” (Mt 6.31-33)

Conclusão

O que você está fazendo com a luz que Deus lhe deu através de sua Palavra?
O que você está fazendo com a vontade de Deus? Você tem se negado em seguir a Cristo como um crente?
Você está dizendo a si mesmo que um dia levará a sério a vida cristã, mas por enquanto tem outras coisas mais importantes para fazer?

Você está ocupado criando desculpas para a sua desobediência, amargura, preguiça ou indisciplina?
Então, o que você está fazendo com as verdades do Evangelho que você um dia ouviu?

Pr. Alan Kleber