Texto Bíblico: Leia Zacarias 3

Introdução

No estudo passado vimos que: (1) Semelhantes as vestes sujas do sacerdote Josué, a condição de todos os homens é que eles pecaram, e carecem da glória de Deus (Rm 3.23). (2) A provisão de Deus: vestes finas e puras = o símbolo da justiça de Deus imputada a nós. Aqui vemos uma grande e consoladora definição da doutrina da justificação pela fé, por meio da qual temos paz com Deus através do nosso Redentor. (3) Aqui está o nosso conforto diante do nosso pecado e da condenação que merecíamos. Aqui está a imagem do evangelho de Cristo: “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8).

4 – O servo purificado (vv. 6-7)

João Calvino, o grande reformador de Genebra, sabiamente explicou que esta passagem “… nos ensina que isso não foi feito simplesmente como um favor ao homem, mas porque Deus se propôs a proteger a honra de sua própria adoração”. Os versículos 6 e 7 mostram as condições anexadas ao perdão. Foi uma salvação do pecado, e conectada com a obediência.

Qual o conteúdo do protesto que o Anjo do SENHOR fez para Josué?

(1) Obediência = “Se andares nos meus caminhos e observares os meus preceitos…”

(2) Adoração Reverente = “… também tu julgarás a minha casa e guardarás os meus átrios, e te darei livre acesso entre estes que aqui se encontram”

Em Josué, o sumo sacerdote tinha a ver com o restabelecimento das responsabilidades e da prática do sacerdócio. Isso se aplica a todos os crentes pois todos nós somos “um reino de sacerdotes” (Ap 1.6) por própria obra de Deus, “um sacerdócio santo para oferecer sacrifícios espirituais a Deus por meio de Jesus Cristo” (1 Pedro 2.5). De modo que, não devemos fugir da comissão sacerdotal que é nossa no Evangelho. Assim como Josué tinha uma missão sagrada, assim também nós, fomos poderosa e graciosamente tirados do fogo (condenação eterna) e trajados de roupas de festa (nova vida em Cristo).

II. O Último Sumo Sacerdote

Josué serve como um símbolo (v. 8).

1. Identificação do Messias (vv.8-9a)

Ele usa figuras de Cristo que vemos no Antigo e Novo Testamentos.

(1) O meu Servo

Esse é o tema dos capítulos 40-55 de Isaías, mas especialmente dos capítulos 52.13-53.12 onde encontramos essas visualizações em particular:
a. Identificação conosco em sua humanidade, isto é, encarnação (Hb 2.9-18).
b. Substituição em nosso lugar na obra redentora (Hb 2.10, 14-15, 17).

(2) O Renovo

Em Isaías 11.1-5; Jeremias 23.5-6; 33.14-16 e Zacarias 6.12-13, especificamente, aponta-se para os Ofícios de Cristo como Sacerdote e Rei; as profecias diziam que Jesus viria, onde há pouca promessa de uma nova vida, de forma inesperada, como um renovo, como uma raiz de uma terra seca. Isso indica sua obscuridade original (presença desconhecida), e o desenvolvimento gradual de seu caráter: “E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens” (Lc 2.52).

(3) Pedra (v. 9a)

Este é talvez o texto mais difícil e debatido em Zacarias: a primeira pedra no templo; sinete pedra no peitoral do sacerdote; pedra preciosa com significado simbólico; pedra coroando a estrutura do templo; símbolo de Israel ou da igreja; memorial de pedra semelhante ao que Israel fez; a pedra que se seguiu Israel no deserto.
Contextualmente, ele está usando imagens messiânicas, e a declaração seguinte aponta especificamente para Cristo como aquele que remove a iniquidade. A imagem de uma pedra ou rocha é usada pelo Senhor. Deus é chamado de uma rocha de refúgio, Cristo é chamado de pedra angular preciosa, rejeitada pelos líderes religiosos, mas eleita e preciosa aos olhos de Deus.

A palavra “pedra” também é usada em Romanos 9.32-33 e 1Pedro 2:6-8 para referir-se a Cristo. A pedra deve ser a mesma sobre a qual Isaías falou (Is 28.16). O Salmo 118.22 diz: “A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular”; Daniel também Daniel fala da “pedra” que conquistou todos os reinos (Dn 2.44-45). Os sete olhos podem se referir à perfeição da pedra.

2. A Obra do Messias (v. 9b)

Enquanto o trabalho de Josué era para ser repetitivo como o de todos os sumos sacerdotes, não seria do mesmo modo a obra do Messias. Eles eram sombras daquele que seria o perfeito (Hb 9.23-28; 10.10-12). Quando aquele que é perfeito cumprisse toda o seu ministério sacerdotal, a lei cerimonial, o sistema sacrificial e todo o esforço humano, cessariam.

3. A Satisfação do Messias (v. 10)

Nesses símbolos encontramos contentamento e paz que encontrariam plena satisfação na Rocha Eterna, Cristo Jesus (Mq 4.4).

Pr. Alan Kleber